Fatura, mas não recebe
Contrato fechado, tratamento executado e dinheiro parado na parcela atrasada. Sem régua de cobrança e sem responsável, a inadimplência vira rotina aceita.
Gestão estratégica das unidades de Salto del Guairá e Curuguaty: controle, caixa e uma operação que anda sem depender da sociedade.
As unidades já têm marca, demanda e estrutura. O que falta não é paciente — é gestão sentada ao lado da decisão.
Duas unidades em outro país, moeda diferente, legislação trabalhista diferente e um time que muda. A operação funciona porque alguém da sociedade está dentro dela todos os dias — e é exatamente isso que impede o negócio de crescer com margem. Enquanto a decisão for tomada no improviso e sem número, faturamento alto vai continuar convivendo com caixa curto.
Contrato fechado, tratamento executado e dinheiro parado na parcela atrasada. Sem régua de cobrança e sem responsável, a inadimplência vira rotina aceita.
O paciente entra, é avaliado, recebe o plano — e some. Sem funil, follow-up e dono, boa parte da receita já conquistada evapora na recepção.
Cadeira parada não volta. Cada falta não confirmada é hora de profissional, de auxiliar e de estrutura paga sem contrapartida.
Sem papéis, alçadas e indicador, toda dúvida sobe para a sócia — e, com uma no Brasil e outra no Paraguai, cada uma enxerga um pedaço diferente do mesmo negócio.
Sem plano de marketing e sem canal com dono e número, o crescimento depende de indicação e de mês bom. Ninguém sabe de onde vem o paciente novo nem quanto ele custou.
Quem controla agenda, orçamento e cobrança define o resultado da unidade. Sem critério de contratação e sem meta escrita, o erro custa o ano inteiro.
A resposta que quase todo mundo dá é o salário. Errado. Quem ocupa a posição-chave da unidade não custa o que aparece na folha — custa o que deixa de entrar. Os campos abaixo são editáveis: troque pelos números reais da unidade e a conta se refaz sozinha.
| Linha da conta | Por ano |
|---|---|
| Folha da posiçãoSalário + aguinaldo + 16,5% de aporte patronal IPS. A única parte que aparece no holerite. | — |
| Orçamentos apresentados e não fechadosDiferença entre a conversão de hoje e a de uma clínica bem conduzida. Receita já conquistada que sai pela porta. | — |
| Cadeira parada por faltaEquipe, estrutura e ocupação pagas sem produção, acima do patamar saudável de faltas. | — |
| Faturado que não vira caixaInadimplência acima do aceitável. Trabalho feito, custo pago, recebimento nunca. | — |
| RotatividadeRescisão, vaga aberta, seleção, treinamento e curva de aprendizado — 75% do custo anual do cargo por saída. | — |
| Custo total do jeito atual | — |
— — é o que a conta conservadora devolve para cada real investido na consultoria. E isso em uma unidade só. São duas.
—
A meta do piloto não é vender mais. É receber o que já foi vendido, fechar o que já foi orçado e devolver o dia da sociedade — nessa ordem. Crescer sobre uma operação que vaza é multiplicar o vazamento.
Consultoria que entrega slide não muda operação. O que muda operação é alguém que entra na unidade, mede, decide junto, monta a rotina e cobra a execução — até que a rotina ande sem ele e sem a sociedade dentro dela.
Levantar os números reais das duas unidades e transformar percepção em painel: faturamento, recebimento, conversão, faltas, folha e margem.
Atacar o contas a receber contrato a contrato, instalar régua de cobrança e política de crédito, e trazer o caixa para dentro.
Redesenhar a jornada do paciente e o funil de orçamentos, com script, prazo e responsável — para que a receita já conquistada não escape.
Plano de marketing e canais de venda definidos, com meta de pacientes novos, custo por canal e responsável — para as duas cidades, que têm praças distintas.
Papéis, alçadas, POPs e metas por posição. O gerente local assume os rituais e o plano de captação, e segue replicando depois que a consultoria termina.
Pergunta que orienta cada encontro: qual decisão, tomada nesta semana, gera caixa ou devolve tempo — sem pulverizar energia?
O primeiro ciclo não é um diagnóstico de três meses. É diagnóstico na primeira semana e resultado financeiro dentro dos 90 dias, com documento entregue e rodando ao final de cada mês.
Cada ciclo tem objetivo financeiro próprio e é contratado ao final do anterior, com o resultado do ciclo anterior em cima da mesa. Nada é vendido antecipadamente.
Estrutura de cargos, metas por posição e remuneração variável. Ritual de um a um, avaliação de desempenho e processo de contratação com período de experiência estruturado — para que a próxima contratação errada não aconteça. Formação do gerente local, que passa a rodar os rituais e a executar o calendário de marketing sem depender da sociedade nem do consultor.
Precificação por procedimento com custo real de cadeira, mix de tratamentos, margem por profissional e por unidade, negociação com fornecedores e controle de compras. O foco sai do faturamento e vai para o que sobra.
Escala do que o plano de marketing provou: os canais que trouxeram paciente com custo aceitável viram rotina do gerente, os que não trouxeram saem. Ampliação da capacidade instalada, parcerias locais nas duas cidades, painel executivo para a sociedade e conselho trimestral. Encerramento com a gestão e a captação rodando sem consultor na sala.
Liberdade não vem de trabalhar menos. Vem de a operação saber o que fazer sem perguntar. Estes são os instrumentos implantados nas duas unidades — construídos junto com o time, em português e espanhol, adaptados à realidade paraguaia e treinados com o gerente local, que segue replicando cada um deles depois do fim da consultoria.
Os doze números que dizem, toda segunda-feira, se a semana foi boa ou ruim — sem depender de sensação.
O que se olha todo dia, toda semana e todo mês, com dia, hora e responsável definidos.
Quem decide o quê, até que valor e sem precisar da sociedade. É o documento que devolve o dia da sócia.
Toda reunião termina com o quê, o quem e o quando escritos. Nada volta como "ficou combinado".
O passo a passo do dia 1 ao dia 90 de atraso: quem liga, o que fala, quando escala e quando negocia.
Entrada mínima, limite de parcelamento e regras de exceção. Fim do desconto decidido no balcão.
Enxergar o aperto três meses antes de ele acontecer, em guarani e em real.
Todo orçamento apresentado vira registro com dono, prazo e follow-up. Nenhum paciente some em silêncio.
Confirmação, encaixe, lista de espera e recuperação. A cadeira parada vira exceção rastreada.
Abertura, fechamento, recepção, pós-atendimento e esterilização. O padrão deixa de morar na cabeça de alguém.
Cada posição sabe o que entrega e por qual número responde. Base para cobrar, elogiar e desligar sem drama.
Como selecionar e o que verificar nos 90 dias de prova — o antídoto direto para a conta do funcionário ruim.
O que se comunica, em qual semana e por qual canal, com meta de pacientes novos por mês. O gerente executa; a sociedade acompanha pelo painel.
De onde vem cada paciente novo, quanto custou e quanto converteu — indicação, parceria local, redes, WhatsApp e presença nas duas cidades. Canal sem dono e sem número sai do mapa.
Quem não volta há seis meses, um ano, dois anos — e o roteiro para chamar de volta. É a captação mais barata que a clínica já tem e está parada na base.
Salto del Guairá e Curuguaty ficam a pouco mais de 100 km uma da outra — dá para cobrir as duas na mesma viagem. O presencial serve para ver o que não aparece em planilha; o online serve para não deixar a decisão esfriar.
Módulo 01 completo, com renovação decidida ao final do ciclo.
2 dias em Salto del Guairá e 1 dia em Curuguaty, dentro da operação.
90 minutos por semana nas semanas sem viagem, com pauta fechada e plano de ação.
Resultado apresentado às duas sócias juntas: número, decisão e prioridade do mês.
Acompanhamento assíncrono em horário comercial para decisão que não espera.
A cada encontro: decisão tomada, tarefa com dono, métrica acompanhada e próximo passo definido.
Ao final dos 90 dias, estes números são apresentados lado a lado com a linha de base levantada na primeira semana. Sem número movido, não há continuidade a propor.
| Indicador | Ponto de partida | Meta em 90 dias |
|---|---|---|
| Saldo em aberto de inadimplência | Medido na semana 1 | −30% |
| Conversão de orçamentos apresentados | Medido na semana 1 | +8 a 12 p.p. |
| Faltas e desmarcações | Medido na semana 1 | ≤ 12% |
| Horas semanais da sociedade na operação | Medido na semana 1 | −40% |
| Canais de captação com dono, meta e custo medido | Nenhum mapeado | 4 canais ativos |
| Rituais de gestão rodando sem o consultor | 0 de 4 | 4 de 4 |
Valor fixo, sem percentual sobre resultado. A consultoria precisa ter custo conhecido antes de começar — não descoberto no fim do mês.
90 dias, com início na data da primeira visita presencial. Renovação por módulos de 90 dias.
Pagamento mensal, todo dia 5, em reais via PIX ou transferência — ou o equivalente em guaranis na data. A primeira parcela reserva a agenda da viagem.
Passagens, hospedagem e transporte no Paraguai já estão dentro do honorário. Nenhum custo de viagem é cobrado à parte.
Imediato, mediante assinatura e definição da data da primeira imersão.
15 dias a partir da data de envio.
Acordo de sigilo assinado antes do acesso a qualquer número, contrato ou dado de paciente.
Se ao final dos 90 dias os 15 documentos não estiverem implantados e as rotinas rodando, o terceiro mês não é cobrado.
As unidades já têm marca, paciente e estrutura. Agora precisam de método para transformar isso em caixa — e em tempo de volta para quem construiu o negócio.